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Ex-pesquisador da OpenAI e Anthropic se demite e alerta que IA pode exterminar humanidade até 2030

Jacob Coxon acusou gigantes da tecnologia de apostarem vidas humanas na corrida por uma superinteligência sem controle; relato viralizou no X

Por Daniel Vinagre
10/09/2026 às 08:22 • 3 min

Foto: reprodução/ x/ Jacob Coxon

Em um alerta que reacendeu o debate sobre os riscos existenciais da tecnologia, o pesquisador de inteligência artificial Jacob Coxon, de 27 anos, anunciou sua demissão da Anthropic acompanhada de severas críticas aos bastidores da indústria. Com passagens pela OpenAI e Anthropic nos últimos três anos, onde atuava em pesquisas de pré-treinamento de modelos, Coxon afirmou que as principais empresas do setor estão “apostando com as nossas vidas” ao acelerar a criação de uma superinteligência autoaperfeiçoável.

O relato, publicado em sua conta na rede social X (antigo Twitter), viralizou e já ultrapassa a marca de 144,8 milhões de visualizações. Segundo o pesquisador, executivos e cientistas seniores da área acreditam sinceramente que a tecnologia pode causar a extinção humana até o final da década.

Alertas sobre sistemas sobre-humanos e discurso privado

Em suas declarações, Coxon enfatizou que o avanço acelerado não deve ser subestimado e descartou que os avisos públicos sejam estratégias de comunicação corporativa:

“As pessoas que constroem IA acreditam sinceramente que ela poderia nos matar a todos até o final da década. Isso não é uma jogada de marketing. Muitos executivos e pesquisadores seniores vão suavizar suas declarações na imprensa para soar sensatos — mas eu ouço as mesmas pessoas expressarem medo em particular”, revelou o ex-funcionário.

O pesquisador alertou ainda que a indústria está prestes a consolidar sistemas capazes de realizar invasões cibernéticas em larga escala, revolucionar áreas científicas da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais de forma autônoma.

A corrida entre laboratórios e a necessidade de pausa

Ao analisar a postura das gigantes de tecnologia, Coxon traçou um diagnóstico sobre as dinâmicas internas da OpenAI e da Anthropic. Enquanto na OpenAI o risco civilizacional “não é profundamente internalizado” por grande parte da equipe, na Anthropic os perigos são compreendidos, mas a empresa permanece presa em uma lógica de corrida comercial por receio de que concorrentes cheguem primeiro.

Para o pesquisador, entrar no “fim de jogo” da superinteligência sem parâmetros científicos rigorosos é uma atitude de hubris que não deveria ser decidida por empresas privadas. Ele defendeu a necessidade de acordos de ritmo entre laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo uma proibição temporária na ampliação das capacidades dos modelos para evitar um desastre global.

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