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Defesa preocupa, e Júnior Rocha cogita mudança no Paysandu

Após estrear com derrota no quadrangular da Série C, técnico bicolor admite incômodo com sistema defensivo e estuda alterações para sequência decisiva

Por Giovanna Queiroz
08/09/2026 às 09:27 • 4 min
Júnior Rocha

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

A derrota para o Brusque por 2 a 1 aumentou a preocupação do Paysandu com o sistema defensivo. Após o revés na estreia do time paraense no quadrangular da Série C, o técnico Júnior Rocha admitiu o incômodo com os gols sofridos pela equipe e revelou que considera uma mudança na formação para os próximos jogos.

Em entrevista coletiva após a partida, o treinador relembrou a vitória sobre o Ituano, último jogo em que a defesa bicolor não foi vazada. Na ocasião, o time atuou com três zagueiros, esquema que pode voltar a ser utilizado já no próximo compromisso, contra a Ferroviária.

“Cara, tem incomodado demais a parte defensiva. O jogo que a gente não tomou gol, que foi contra o Ituano, jogamos com três zagueiros. Estou pensando seriamente (em utilizar três zagueiros). Porque foi o único jogo que a gente sofreu menos e não tomamos gol”, avaliou.

Diante do Quadricolor, os dois gols sofridos pelo Lobo surgiram em transições rápidas do adversário. Rocha avaliou que a equipe poderia ter interrompido as jogadas antes que elas se transformassem em situações de perigo e destacou que os erros serão trabalhados durante a preparação para a próxima rodada.

“O meu papel, junto com a comissão técnica, é corrigir. É mostrar pro cara o certo, o errado, a hora de fazer, a hora de não fazer. Isso em tudo. Na parte ofensiva, defensiva, bola parada. E é o que nós vamos continuar fazendo aqui. Mostrar pro atleta, aperfeiçoar, fazer com que ele entenda, não cometer mais o mesmo erro”, explicou.

Apesar do resultado negativo, o comandante bicolor avaliou que o Paysandu produziu o suficiente para deixar a partida com um resultado melhor. Para Júnior Rocha, a falta de efetividade no último terço do campo voltou a pesar.

“Nós temos que ser letais. Temos que aproveitar as oportunidades que temos criado. Hoje o goleiro foi bem de novo, obviamente, mas é essa tomada de decisão que tem nos prejudicado, nesse último terço. A gente consegue chegar até ali, chega no último terço, mas infelizmente a bola não tá entrando”, lamentou.

O treinador também saiu em defesa do elenco após a derrota. Júnior Rocha destacou a entrega dos jogadores e afirmou que não pretende abandonar o trabalho desenvolvido até aqui, embora reconheça que os resultados precisam aparecer.

“Não é um grupo que se acovarda em jogar, não é um grupo que teme ou não tem vontade, não tem entrega. Então o que a gente tem pedido pra eles, eles têm feito. Eu vou ser sincero de coração, acho que a gente tem tido um pouco de azar. Se a gente tiver um pouco mais de sorte nas finalizações, a gente muda o resultado do jogo”, afirmou.

Agora, o Bicola volta as atenções para a Ferroviária. As equipes se reencontram no próximo domingo (13), após a vitória da Locomotiva por 4 a 0 no confronto mais recente entre os clubes. Apesar da dificuldade esperada para o duelo, Júnior Rocha demonstrou confiança para buscar o resultado fora de casa.

“Vamos estudar o adversário novamente. Nós nos enfrentamos já e a base da equipe deles é a mesma. Vamos continuar em busca do nosso melhor desempenho, da melhor versão dos nossos atletas e neutralizar a Ferroviária. Vai ser um jogo muito difícil, como todos vão ser, mas nós temos a possibilidade de lá vencer fora. Acredito muito no nosso grupo”, completou.

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