Cidades

Caso Giovanna: quatro médicos são indiciados pela morte de empresária em Belém

Polícia Civil concluiu inquérito sobre morte de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, após complicações decorrentes de cirurgias plásticas.

Por Alexandre Alencar
04/09/2026 às 13:20 • 3 min
Polícia Civil concluiu inquérito sobre morte de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, após complicações decorrentes de cirurgias plásticas

Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Pará concluiu o inquérito que investiga a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, ocorrida após uma sequência de cirurgias plásticas realizadas em um hospital particular de Belém. Ao todo, quatro médicos foram indiciados pela investigação.

Os detalhes sobre as conclusões do inquérito foram apresentados pela Polícia Civil nesta sexta-feira (4) na Delegacia-Geral. A responsabilização dos profissionais ocorreu a partir da análise de documentos relacionados ao atendimento prestado à paciente, depoimentos e do laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML).

O cirurgião plástico André Melo, apontado como responsável pelos procedimentos realizados em Giovanna, foi indiciado por homicídio culposo majorado e falsidade ideológica.

Segundo a investigação, o médico teria inserido informações falsas no prontuário da paciente ao declarar que havia participado da cirurgia realizada no dia da morte de Giovanna. O relato, entretanto, teria sido contrariado por depoimentos de testemunhas ouvidas durante a apuração.

O anestesista César Collyer também foi indiciado por homicídio culposo majorado, conforme as conclusões apresentadas pela Polícia Civil.

A investigação ainda apontou responsabilidade de dois médicos que estavam de plantão no hospital no período em que o quadro clínico da empresária apresentou agravamento. Marcelo Antony Dantas, que trabalhava no plantão da madrugada, foi indiciado por homicídio majorado.

Já a médica Aline Kzam, responsável pelo plantão da manhã, foi indiciada por homicídio sem a majorante, segundo a Polícia Civil.

Morte após cirurgias plásticas

Giovanna foi submetida, no dia 7 de agosto, a uma série de procedimentos estéticos em um hospital particular de Belém. Após retornar ao quarto, a empresária começou a apresentar fortes dores, e seu estado de saúde se agravou durante a noite e a madrugada.

Durante o período, Giovanna sofreu paradas cardíacas e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Apesar das tentativas de reverter o quadro, ela morreu no dia 8 de agosto, aos 29 anos.

O laudo de necropsia apontou como causa da morte um choque circulatório irreversível associado a choque hemorrágico e síndrome compartimental abdominal.

Para concluir o inquérito e definir os indiciamentos, a Polícia Civil analisou diferentes elementos reunidos durante a investigação. Entre eles estão documentos referentes à assistência médica prestada à empresária, depoimentos e informações presentes no laudo elaborado pelo IML.

Com a conclusão do inquérito, os quatro médicos passam a responder pelos crimes apontados pela investigação. O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa da Polícia Civil e não equivale, por si só, a uma condenação judicial.

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