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Pará realiza mutirão de coleta de DNA para ajudar na identificação de pessoas desaparecidas

Ação ocorre até sexta-feira (28) em unidades da Polícia Científica no estado; material coletado será comparado com bancos de perfis genéticos estaduais e nacional

Por Mayra Peniche
26/08/2026 às 09:53 • 3 min

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Familiares de pessoas desaparecidas podem participar, até esta sexta-feira (28), da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) começou na segunda-feira (24) e conta com 342 pontos de coleta em todo o país, incluindo unidades da Polícia Científica do Pará.

No Pará, a mobilização é realizada pela Polícia Científica do Estado e ocorre em Belém e em unidades regionais do interior. Na capital, o atendimento é realizado na sede da instituição, localizada na Avenida Mangueirão, nº 174, bairro Mangueirão, das 8h às 17h. Também há pontos em municípios como Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Abaetetuba, Bragança, Itaituba, Parauapebas, Paragominas e Tucuruí.

Como o DNA ajuda nas buscas

O material genético coletado dos familiares é utilizado para criar perfis que são inseridos nos bancos estaduais e, posteriormente, cruzados com o Banco Nacional de Perfis Genéticos. A comparação pode identificar correspondências com pessoas encontradas vivas ou com corpos sem identificação.

Segundo o MJSP, desde a criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), em 2013, o cruzamento de perfis de familiares e pessoas desaparecidas já resultou em 815 identificações. Somente nas três mobilizações nacionais realizadas anteriormente, em 2021, 2024 e 2025, foram registradas 112 identificações.

A quantidade de perfis disponíveis também aumentou nos últimos anos. Desde 2021, o número de perfis de pessoas desaparecidas, vivas ou falecidas, inseridos nos bancos da rede passou de aproximadamente 3 mil para mais de 14 mil. Até julho de 2026, também haviam sido cadastrados mais de 10 mil perfis genéticos de familiares.

Coleta é simples e gratuita

A coleta não exige exame de sangue. O procedimento é feito, geralmente, com um cotonete na parte interna da bochecha, para obtenção de material biológico. Segundo o Ministério da Justiça, o procedimento é rápido, indolor e gratuito.

A recomendação é que a coleta seja feita preferencialmente por familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e irmãos biológicos. Em situações específicas, outros parentes também podem ser considerados. Crianças podem fornecer material genético desde que estejam acompanhadas do responsável legal.

Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto e as informações do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, como número do registro, estado e delegacia responsável. Levar uma cópia do BO é recomendado, mas não obrigatório. Quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir o procedimento.

Outro ponto importante é que o familiar não precisa realizar a coleta no mesmo estado onde ocorreu o desaparecimento. A amostra pode ser fornecida em qualquer um dos pontos oficiais da mobilização, desde que sejam informados aos profissionais os dados referentes ao caso.

Serviço

Mutirão de Coleta de DNA para identificação de pessoas desaparecidas

Data: 24 a 28 de agosto de 2026
Horário: 8h às 17h
Local em Belém: Polícia Científica do Pará
Endereço: Avenida Mangueirão, nº 174, bairro Mangueirão

Além de Belém, há unidades de coleta em Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Abaetetuba, Bragança, Itaituba, Parauapebas, Paragominas e Tucuruí.

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