Eleições 2026

Anunciada ao Senado, Lívia Noronha não aparece no registro de candidaturas do TSE e vira alvo de teorias; entenda

Na bio de uma rede social a professora ainda afirma estar candidata ao Senado pela Federação Renovação/Solidariedade, mas nome ainda não consta no sistema oficial da Justiça Eleitoral

Por Estado do Pará Online
19/08/2026 às 10:09 • 5 min

Foto: reprodução Instagram / Site TSE

Lívia Noronha anunciava a intenção de disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2026 pela Federação Renovação/Solidariedade. Entretanto, ela ainda não aparece, até o momento, na divulgação de candidaturas e contas eleitorais disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ausência chama atenção porque Lívia já se apresentava publicamente como candidata.

/No Instagram Livía ainda se apresenta como “Candidata ao Senado pelo Pará” (Foto: Reprodução/Instagram – Captura de tela feita as 10h do dia 19/08/2026)

Na lista atualmente divulgada pelo TSE, aparecem outros nomes que já estão associados à disputa pelo Senado no Pará: Breno Guimarães (Mobiliza), Celso Sabino (PDT), Chicão (UNIÃO), Conti (PSOL), Delegado Eder Mauro (PL),  Edilayne Rodrigues (Democrata), Fernanda Lopes (UP) Gisele Freitas (PSOL), Helder Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PODEMOS).

Nomes que constam como candidatos ao Senado (Foto: Site do TSE)

A reportagem procurou Lívia para saber se houve alguma mudança em relação à candidatura e qual seria o motivo de seu nome ainda não constar no sistema do TSE, mas não obteve resposta até a publicação.

Teorias ganham espaço nas redes

Sem um posicionamento oficial de Lívia ou do partido até o momento alguns internautas criaram teorias sobre os possíveis motivos para o nome da candidata ainda não estar oficializado.

Uma das hipóteses levantadas nas redes sociais está relacionada à trajetória política da professora e às mudanças de posicionamento ao longo dos últimos anos. Lívia passou por diferentes partidos e grupos políticos e também teve momentos de divergência com o prefeito de Ananindeua, Daniel, antes de se aproximar politicamente do gestor.

No início de sua trajetória eleitoral, Lívia Noronha disputou a Prefeitura de Ananindeua pelo PSOL, com uma atuação política fortemente associada à esquerda. Durante a campanha, fez críticas contundentes a Daniel, então seu adversário político. Anos depois, porém, os dois se aproximaram politicamente, e Lívia passou a integrar a gestão de Daniel como secretária de Direitos Humanos, transformando o antigo adversário em seu atual aliado político.

Para alguns internautas, a mudança de lado poderia ter provocado uma percepção de inconsistência política entre parte do eleitorado. A avaliação levantada é de que, em uma disputa majoritária, a construção de uma identidade política e a conexão com o eleitor podem ter peso maior do que a própria legenda ou o número associado à candidatura.

Outra teoria levantada nas redes é de que a gestação poderia ter influenciado uma eventual decisão de não disputar o Senado. Os primeiros meses da gravidez costumam exigir maior atenção e cuidados, e uma campanha majoritária envolve uma rotina intensa de viagens, eventos, compromissos e exposição pública.

Nesse cenário, internautas especulam que uma campanha ao Senado poderia representar uma sobrecarga durante o início da gestação.

Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada por Lívia Noronha. Até o momento, não há manifestação pública da professora explicando por que seu nome não aparece na relação divulgada pelo TSE.

Quem é Lívia Noronha

Lívia Noronha é professora, filósofa, mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), educadora popular e gestora pública. Nascida no Distrito Industrial de Ananindeua, ela idealizou o cursinho popular R(e)xistência e construiu sua trajetória profissional nas áreas de educação, direitos humanos e políticas públicas.

Ao longo da carreira, ocupou cargos na Coordenadoria da Mulher de Belém e na Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Ananindeua. Na gestão pública, participou da implantação do primeiro Disque-Denúncia do município e atuou com políticas voltadas para mulheres e comunidades tradicionais.

Sua trajetória política ganhou projeção nas eleições de 2020, quando disputou a Prefeitura de Ananindeua. Lívia recebeu 27.098 votos, o equivalente a 12,04%, e terminou a disputa na segunda colocação. Com o resultado, tornou-se a mulher negra mais votada da história de Ananindeua, segundo sua trajetória política.

Em 2022, concorreu ao cargo de deputada estadual e recebeu 10.420 votos, ficando na suplência.

A relação política com Daniel passou por diferentes momentos. Os dois já tiveram divergências políticas, mas posteriormente se aproximaram. Durante o segundo mandato de Daniel à frente da Prefeitura de Ananindeua, Lívia passou a integrar a administração municipal como secretária de Direitos Humanos.

Agora, a professora vinha se apresentando como candidata ao Senado pela Federação Renovação/Solidariedade. Até o momento, porém, seu nome não aparece na divulgação oficial de candidaturas e contas eleitorais do TSE, deixando em aberto o futuro da candidatura.

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