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Ex-padre é condenado a mais de 48 anos de prisão por estuprar crianças e induzi-las ao suicídio no RJ

O ex padre teria incentivado umas de suas vítimas a se jogar de terraço para encontrar "Papai do Céu"

Por Sarah Carvalho
06/08/2026 às 11:36 • 2 min

O ex-padre Eric Araujo Siqueira Pereira foi condenado a 48 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão pelos crimes de tortura, instigação ao suicídio, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e estupro de vulnerável praticados contra dois enteados, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A sentença foi proferida na última terça-feira (5) pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os crimes ocorreram entre outubro de 2020 e maio de 2021, período em que o então padrasto morava com a companheira, os dois enteados e uma filha do casal.

Segundo o processo, as crianças eram submetidas a uma rotina de agressões físicas, psicológicas e abusos sexuais dentro da residência da família.

Entre os crimes reconhecidos pelo Conselho de Sentença, um dos mais graves foi a instigação ao suicídio de uma das vítimas. Conforme sustentou o MPRJ, o ex-padre colocava a criança de castigo em um terraço sem proteção e a incentivava a se jogar do local, afirmando que ela encontraria “Papai do Céu” e seria feliz. Os jurados entenderam que o réu se aproveitou da condição de vulnerabilidade da vítima para induzi-la a atentar contra a própria vida.

As investigações tiveram início após uma das crianças apresentar mudanças significativas de comportamento e ser encaminhada para atendimento especializado. Inicialmente diagnosticada com esquizofrenia, a vítima passou por nova avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar, que concluiu que os sintomas estavam relacionados às violências sofridas.

Com a revelação dos abusos, o Ministério Público aditou a denúncia para incluir as acusações de estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e instigação ao suicídio.

O ex-padre foi condenado pelos crimes e cumprirá pena de 48 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles

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