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Disputa por mansão, R$ 10 milhões e indiretas; entenda polêmica envolvendo Richarlison e Flávio Bolsonaro

Por Vitoria Fesa
03/07/2026 às 19:42 • 3 min
Na imagem em destaque, Richarlison e Flávio Bolsonaro

Redes Sociais

Uma publicação feita pelo atacante Richarlison nas redes sociais na última quarta-feira (1º) trouxe novamente à tona a disputa judicial envolvendo uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Ao repostar um vídeo sobre o caso, o jogador declarou ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel que fora tomado em seguida, além de marcar o senador Flávio Bolsonaro na postagem. 

Apesar da citação ao parlamentar, a ação judicial não coloca Flávio Bolsonaro no cenário central do caso. O processo ocorre entre a empresa Sport 70, ligada ao jogador e ao seu ex-empresário Renato Rocha Velasco, e a WT Administração, pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

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Entenda o caso

A polêmica ganhou visibilidade nacional em 2022, quando uma reportagem do jornal Metrópoles revelou que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz visitaram o imóvel em momentos diferentes, antes e depois da negociação realizada pela empresa do atleta. 

O impasse gira em torno da posse e da regularização da área, que está situada em uma ilha considerada patrimônio da União. Por conta disso, a utilização do terreno depende de registros específicos e de procedimentos administrativos junto à Secretaria de Patrimônio da União.

A empresa ligada a Richarlison sustenta que adquiriu os direitos do imóvel de antigos ocupantes da área. Já a WT Administração afirma ter assumido a posse após regularizar pendências fiscais e administrativas relacionadas à quem anteriormente detinha esses direitos. No processo, Flávio Bolsonaro foi acionado pela defesa do jogador como testemunha do caso para provar que os ocupantes não eram invasores.

Na ocasião, Flávio afirmou que não possuía qualquer ligação com o imóvel e que apenas possuía uma relação de amizade com o envolvido, Willer Tomaz.

Caso continua em andamento 

Nos últimos anos, decisões judiciais provisórias e recursos analisados por tribunais superiores favoreceram a empresa de Willer Tomaz, mantendo o registro de ocupação em seu nome. Ainda assim, outras ações relacionadas ao caso seguem em andamento na Justiça do Rio de Janeiro.

A nova manifestação do atacante, porém, recolocou o episódio no centro das discussões nas redes sociais, reacendendo questionamentos sobre uma disputa milionária que continua sem um desfecho definitivo.

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