Nova delação de Vorcaro inclui filme sobre Bolsonaro e grupo Dark Horse

Nova delação de Vorcaro inclui filme sobre Bolsonaro e grupo Dark Horse

Empresário ampliou proposta apresentada à Polícia Federal após a rejeição da primeira versão; investigadores avaliam o peso das novas informações

Nova proposta entregue à PF traz temas inéditos e pode influenciar os rumos das investigações. (Foto: reprodução)

O empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, ampliou o conteúdo de sua nova proposta de colaboração premiada apresentada à Polícia Federal. Entre os temas incluídos nas negociações estão o grupo Dark Horse e o filme relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, assuntos que não haviam sido explorados de forma detalhada nas versões anteriores do acordo.

A nova tentativa de delação ocorre após a primeira proposta ter sido rejeitada por investigadores, que consideraram insuficientes as informações apresentadas inicialmente. Diante disso, a defesa de Vorcaro passou a negociar novos termos e a incluir fatos considerados potencialmente relevantes para o avanço das investigações.

Daniel Vorcaro está preso desde março deste ano. (reprodução)

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a Polícia Federal voltou a discutir uma possível colaboração com o empresário, embora ainda não haja garantia de que o acordo será aceito. O conteúdo apresentado deverá passar por análise da PF, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, posteriormente, do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Vorcaro é apontado pelas investigações como uma das figuras centrais do esquema que levou à liquidação do Banco Master. As autoridades buscam esclarecer a movimentação de recursos, a estrutura financeira utilizada pelo grupo e a eventual participação de outras pessoas nos fatos investigados.

Ex-CEO do Banco Master teria financiado parte do projeto “Dark Horse”, segundo reportagens do Intercept Brasil. (Foto: Tom Molina/STF)

Apesar da ampliação dos temas abordados na proposta, investigadores mantêm cautela sobre a efetiva utilidade das informações. A avaliação dos órgãos responsáveis levará em conta se os relatos trazem fatos novos, provas relevantes e elementos capazes de contribuir para o aprofundamento das investigações em andamento.

Até o momento, não há decisão sobre a homologação da colaboração premiada nem sobre eventual concessão dos benefícios previstos em lei para acordos desse tipo.

Com informações do Metrópoles*

Leia também: