Movimentações milionárias colocam Virginia Fonseca na mira da Polícia Federal, diz revista - Estado do Pará Online

Movimentações milionárias colocam Virginia Fonseca na mira da Polícia Federal, diz revista

Relatório de inteligência financeira aponta operações atípicas envolvendo empresas ligadas à influenciadora e levanta suspeitas de irregularidades; defesa nega ilegalidades.

A influenciadora Virginia Fonseca estaria sendo alvo de investigação da Polícia Federal após a identificação de movimentações financeiras consideradas atípicas em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), segundo reportagem publicada pela revista piauí nesta terça-feira (2).

De acordo com a publicação, Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) teriam apontado operações envolvendo contas pessoais da influenciadora e empresas associadas a ela, como a marca WePink. A apuração teria como objetivo verificar a legalidade das transações e a origem dos recursos movimentados, além de possíveis indícios de crimes financeiros, fiscais ou de lavagem de dinheiro.

A reportagem também cita movimentações atribuídas à empresa Talismã Digital, ligada à influenciadora e ao cantor Zé Felipe. Segundo os dados mencionados, entre março e setembro de 2024, a companhia teria movimentado cerca de R$ 22,4 milhões, em operações realizadas principalmente via Pix e TED.

De acordo com a revista, o volume de transferências teria chamado atenção por envolver uma empresa enquadrada no Simples Nacional como principal remetente dos recursos, a AMP Pay Marketing e Negócios, que teria repassado valores milionários em poucas operações.

Outro ponto destacado na reportagem envolve a empresa Savi Cosméticos S.A.. Relatórios teriam identificado grande volume de entradas e saídas financeiras em curto período, além de registros de depósitos em espécie realizados em diferentes caixas eletrônicos, o que, segundo os documentos, teria sido classificado como movimentação atípica pelos sistemas de monitoramento financeiro.

A publicação afirma ainda que a WePink teria movimentado valores elevados em curto intervalo, com diferença considerada incompatível com o faturamento declarado em determinados períodos. Já no caso dos depósitos em espécie, a prática é descrita como comum no setor, mas pode levantar alertas por dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Em resposta, os advogados de Virginia negam qualquer irregularidade. Segundo a defesa, todas as operações teriam sido devidamente declaradas aos órgãos competentes e acompanhadas de emissão de notas fiscais.

Sobre as transferências envolvendo a Talismã Digital, a equipe jurídica afirma que os valores correspondem a pagamentos de campanhas publicitárias contratadas regularmente. Já em relação à WePink, a defesa sustenta que a empresa utiliza mecanismos legais como antecipação de recebíveis, prática considerada comum no mercado.

A reportagem também menciona a origem societária da WePink e cita uma suposta conexão indireta com pessoas investigadas em outros casos. Até o momento, não há confirmação oficial de investigação criminal contra a influenciadora, e o conteúdo divulgado se baseia em documentos e informações obtidas pela revista piauí.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e no meio empresarial, enquanto eventuais desdobramentos da apuração não foram confirmados oficialmente pelas autoridades.

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