Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (7) na embaixada do Brasil, após reunião de três horas com Donald Trump na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou qualquer hipótese de interferência estrangeira nas próximas eleições presidenciais. Lula defendeu a soberania nacional e afirmou que o relacionamento entre os dois líderes deve se manter no nível institucional.

Indagado sobre o peso que o apoio de Trump poderia ter para grupos de oposição no Brasil, o presidente foi direto: “Não acredito na interferência de quem quer que seja de fora”. Para o petista, a participação de chefes de Estado em disputas eleitorais de outros países é uma política inadequada que fere a independência das nações.
“Não acredito que [Trump] terá influência nas eleições brasileiras, até porque quem vota é o povo brasileiro. Nossa relação é muito boa. Quem vai decidir a eleição brasileira é o povo brasileiro”, enfatizou.
Apesar das críticas recentes de membros da administração norte-americana ao Judiciário brasileiro, Lula buscou separar a agenda de Estado da disputa partidária. Ele reforçou que temas como tarifas comerciais e parcerias em minerais críticos foram o centro da conversa, descartando ter buscado qualquer tipo de apoio político de Trump para o pleito de 2026.
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