Festival Amazônia FiDoc transforma rua de Belém em cinema - Estado do Pará Online

Festival Amazônia FiDoc transforma rua de Belém em cinema

Instalação imersiva do 11º Amazônia FiDoc mistura música, videoarte e realidade virtual no coração da cidade

Produções da Pan-Amazônia colocam corpo, território e memória no centro da experiência estética.

Telões acesos atrás de paredes de vidro mudaram a paisagem da Avenida Gentil Bittencourt. Quem passa pela Galeria Benedito Nunes acaba virando plateia sem nem perceber.

A instalação integra o 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc e coloca o videoclipe no centro da programação. As obras são exibidas em loop, ocupando painéis, totens e o espaço interno da galeria.

Último dia do Amazônia FiDoc reúne sessões, mostras e experiências imersivas em Belém.

A Mostra Competitiva de Videoclipes da Pan-Amazônia tem coordenação de Manoel Leite. Para ele, “O videoclipe não é um gênero menor dentro da imagem em movimento: é, antes, um campo de experimentação onde a linguagem audiovisual encontra sua maior liberdade formal”.

Hoje é a última chance de conferir a exposição, que reúne produções do Maranhão, Amazonas e Pará. Entre elas estão “Monalisa”, “Rio Negro”, “Veneno”, “Madalena”, “Loja de Departamentos” e “Corra!”.

Manoel defende que incluir o videoclipe em um festival de cinema não é abrir exceção. “a ideia é reconhecer que o audiovisual se expande exatamente nessas bordas, onde a música encontra a imagem, a liberdade encontra o código, o curto instante ganha a mesma potência de um longo plano”, afirma.

Festival aposta no videoclipe como linguagem central e expande fronteiras entre cinema, música e arte.

A proposta dialoga diretamente com a Mostra de Videoarte, espalhada pela mesma galeria. A curadoria é assinada por Roberta Carvalho, que destaca a força simbólica das obras selecionadas.

“É interessante perceber que os vídeos selecionados não se organizam por semelhança estética, mas por uma urgência comum: a de que certas memórias precisam de formas próprias para existir. Corpo, rio, objeto, floresta, cada elemento convocado por esses trabalhos recusa o papel de cenário e assume o de sujeito. São matérias vivas, carregadas de história”, pontua Roberta.

Além das exibições tradicionais, o público pode mergulhar na experiência Amazônia Mapping VR, com 12 obras em realidade virtual, ampliando a imersão proposta pelo festival.

Programação deste domingo a partir das 18h

A agenda segue espalhada por diferentes espaços culturais da capital:

  • Casa das Artes: Mostra Curumim e Mostra Acessibilidade
  • Museu da Imagem e do Som: sessões especiais com presença de diretores
  • Cine Líbero Luxardo: Mostra Pan-Amazônica
  • Sesc Ver-o-Peso: Mostra Amazônia Legal
Obras ocupam galeria de vidro e convidam o público a experimentar o audiovisual no fluxo da cidade.

O festival reúne produções de vários países e estados da região amazônica, promovendo intercâmbio entre diferentes olhares sobre o território.

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