A China reagiu nesta segunda-feira (13) ao bloqueio anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e afirmou que a medida contraria o interesse comum da comunidade internacional. Em resposta oficial, o governo chinês disse que a passagem é uma rota estratégica para mercadorias e energia e defendeu que a prioridade deve ser evitar nova escalada militar na região.
O posicionamento chinês veio após o presidente Donald Trump anunciar o início de uma operação para bloquear o tráfego marítimo ligado a portos iranianos, depois do fracasso das negociações com Teerã. Segundo a Associated Press e a Reuters, a ação ampliou a tensão no Golfo e recolocou o estreito no centro da crise, com reflexos imediatos sobre o mercado internacional de petróleo.
O que disse a China
Em coletiva, o porta-voz da chancelaria chinesa, Guo Jiakun, afirmou que manter a área segura, estável e com passagem desimpedida interessa à comunidade internacional. Segundo ele, a raiz da crise está no conflito militar em curso e, por isso, a solução passa por cessar os confrontos, manter calma e exercer contenção. A mesma linha foi reforçada pelo chanceler Wang Yi, que classificou o cessar-fogo como frágil e defendeu saída política e diplomática.
A fala de Pequim também rebate a narrativa de Trump, que havia sugerido que países como China e Japão não teriam coragem de agir diante da crise em Ormuz. Na prática, o governo chinês tenta sustentar a ideia de que a desestabilização da rota não decorre da omissão de outros países, mas da própria escalada militar e do bloqueio imposto por Washington.
Impacto sobre a navegação
Apesar do bloqueio, a navegação na região não foi totalmente interrompida. Dados citados pela Reuters mostram que ao menos dois petroleiros mudaram de rota ao se aproximar do estreito, enquanto outras embarcações conseguiram deixar o Golfo antes do início da medida. A agência também informou que alguns cargueiros paquistaneses e iranianos entraram na área, sinal de que o fluxo segue sob tensão, mas sem paralisação completa.
Por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás, o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais sensíveis do planeta. Por isso, a reação da China amplia a pressão diplomática sobre os EUA e reforça o temor de impacto maior na economia global e na segurança energética caso a crise se aprofunde.
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