Um episódio de islamofobia marcou o amistoso entre Espanha e Egito, disputado nessa terça-feira, 31, no Estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona, na Espanha. Durante a partida, torcedores espanhóis entoaram o canto
“Quem não pular é muçulmano”, considerado ofensivo e direcionado à religião islâmica.
Um episódio de islamofobia marcou o amistoso entre Espanha e Egito, disputado nessa terça-feira, 31, no Estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona, na Espanha. Durante a partida, torcedores espanhóis entoaram o canto
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) April 1, 2026
“Quem não pular é muçulmano”, considerado ofensivo. pic.twitter.com/jqX0Gkt5CF
O confronto terminou empatado sem gols, mas a manifestação preconceituosa acabou repercutindo mais do que o resultado dentro de campo.
Os gritos começaram pouco depois do hino do Egito, sendo epetido de forma pejorativa durante a partida.
O ataque também mirou Lamine Yamal, atacante espanhol de 19 anos e filho de pai marroquino, que participou recentemente do Ramadã. Assim, a manifestação atingiu tanto a seleção adversária quanto a fé de um jogador da própria equipe.
“Não concordamos com nenhum canto racista. Não gostamos e não apoiamos de forma alguma. Todos temos que trabalhar juntos para erradicá-los dos campos de futebol”, afirmou o meio-campista Pedri, do Barcelona e da Seleção da Espanha.
Apesar de poder ser enquadrado no protocolo antidiscriminação da Fifa, que abrange ofensas raciais, religiosas e de identidade, o árbitro Georgi Kabakov, da Bulgária, não acionou o procedimento durante a partida.
Ainda assim, o sistema de som do estádio e o telão emitiram mensagens pedindo que os cânticos cessassem. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) também publicou nas redes sociais um pedido para o fim da manifestação e informou que busca identificar os torcedores envolvidos.
Mesmo sendo um amistoso internacional, a Fifa poderá avaliar o caso a partir do relatório da partida. Entre as sanções estão multas ou restrições de público em jogos da seleção espanhola.
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