Sindicato dos servidores da Polícia Civil denuncia caos na Seccional de São Brás: “Policiais pagam do próprio bolso” - Estado do Pará Online

Sindicato dos servidores da Polícia Civil denuncia caos na Seccional de São Brás: “Policiais pagam do próprio bolso”

Denúncia aponta falta de limpeza, estrutura precária e até coleta entre policiais para manter a unidade em funcionamento

Segundo sindicato da categoria, unidade enfrenta falhas na limpeza, ausência de itens básicos e dificuldades no atendimento ao público

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil ( Sindpol) denunciou as condições estruturais da Seccional de São Brás, em Belém, classificando a situação encontrada durante fiscalização como “um verdadeiro estado de horror”. Segundo o relato, a unidade enfrenta uma série de problemas que comprometem tanto o trabalho dos policiais quanto o atendimento à população.

De acordo com Ednaldo Santos, presidente do sindicato, a delegacia não possui estrutura adequada para custódia de presos, contando com apenas um xadrez para homens e mulheres. A situação se agrava pela falta de limpeza no local. Ainda segundo o sindicato, a empresa responsável não realiza o serviço por não receber adicional de insalubridade, o que tem levado policiais civis a fazerem uma coleta entre si para pagar a higienização do espaço.

“Não existe xadrez adequado para homens e mulheres. A unidade tem apenas um xadrez. A empresa de limpeza não faz a limpeza porque não recebe o adicional de insalubridade. E, pasmem, quem paga a conta são os próprios policiais civis, que fazem uma coleta para que outra pessoa venha limpar”, disse o presidente do Sindpol.

Denúncia do sindicato relata problemas estruturais, efetivo reduzido e condições inadequadas de atendimento. (Foto: reprodução redes sociais)

A denúncia também aponta falhas na segurança da própria unidade. Um servidor teria tido bens furtados dentro do estacionamento da delegacia. Além disso, a estrutura disponível ao público é considerada insuficiente. Segundo o sindicato, não há banheiro para usuários que procuram atendimento, nem itens básicos como copos descartáveis para consumo de água.

Outro ponto crítico citado é a falta de climatização na sala de registro de ocorrências. “A sala não tem central de ar. Usuários e policiais ficam no maior calor, em condições sub-humanas”, afirmou. Os alojamentos também foram descritos como insalubres. O efetivo reduzido é mais um problema destacado. De acordo com o sindicato, a unidade funciona com apenas um delegado, um escrivão e três investigadores por plantão, cenário que, segundo a entidade, se repete em outras delegacias da capital.

Durante a vistoria, também foi constatado que o número de WhatsApp do Disque-Denúncia, divulgado em cartaz na unidade, não está funcionando. “Tentamos fazer a denúncia, mas o WhatsApp não funciona”, pontuou Ednaldo Santos.

Sindicato denuncia que número do Disque-Denúncia divulgado na unidade não funciona. (Foto: reprodução redes sociais)

Diante das irregularidades apontadas, o portal Estado do Pará Online (EPOL) entrou em contato com a Polícia Civil do Pará e aguarda posicionamento oficial sobre o caso.

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