O presidente Donald Trump anunciou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) passarão a atuar na segurança dos aeroportos americanos a partir desta segunda-feira. A medida visa suprir a ausência de funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA), que têm faltado ao trabalho devido à falta de pagamentos.
O impasse ocorre após senadores democratas vetarem o orçamento do Departamento de Segurança Interna na última sexta-feira. A oposição exige reformas estruturais no ICE antes de liberar as verbas, motivada por mortes recentes de civis durante operações de imigração em Minnesota.
As exigências dos democratas incluem a obrigatoriedade de mandados judiciais para buscas em residências e o uso visível de identificação nos uniformes dos agentes. Por outro lado, o governo afirma já ter aceitado a ampliação do uso de câmeras corporais e a restrição de ações em locais sensíveis, como escolas e hospitais.
A atual paralisação orçamentária resultou em longas filas nos terminais, uma vez que muitos agentes da TSA alegam problemas de saúde para não trabalharem sem salário. Como alternativa imediata, o senador Chuck Schumer propôs uma medida para financiar exclusivamente a inspeção de passageiros e bagagens.
Nos bastidores do Congresso, o articulador Tom Homan mantém reuniões com um grupo bipartidário para tentar encerrar a crise de financiamento. Líderes republicanos indicam que há margem para um acordo, embora a pressão política continue elevada em Washington.
O Legislativo americano possui um recesso previsto para o fim de março, mas a pausa pode ser cancelada caso o governo permaneça paralisado. A expectativa agora recai sobre a eficácia da atuação do ICE nos aeroportos e o desfecho das negociações orçamentárias.
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