Autoridades dos Estados Unidos realizaram, na segunda-feira (9), uma operação de busca em uma propriedade rural que pertenceu ao financista Jeffrey Epstein, no estado do Novo México. A ação faz parte de uma investigação criminal reaberta para apurar denúncias de possíveis crimes que teriam ocorrido no local antes da morte do empresário, em 2019.
Segundo o Departamento de Justiça do Novo México, a diligência está relacionada a um procedimento anunciado em fevereiro para examinar supostas atividades ilegais no chamado Zorro Ranch, propriedade associada a Epstein. A busca ocorre após a divulgação de novos documentos e denúncias que mencionam o local, incluindo alegações de que vítimas de abuso sexual poderiam ter sido mortas e enterradas na propriedade.
Denúncias citadas em documentos
A congressista do Novo México Melanie Stansbury afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que denúncias envolvendo o rancho já haviam sido reportadas ao FBI desde a década de 1990. Segundo ela, os arquivos recentemente divulgados contêm relatos que ainda precisam ser analisados com maior profundidade.
“Nos documentos que eu vi, há denúncias não apenas de estupro e agressão contra mulheres e meninas, mas também contra homens e meninos”, afirmou a parlamentar.
Ela também mencionou que alguns registros citam alegações que circulavam anteriormente sobre possíveis mortes ocorridas na propriedade.
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Investigação reaberta
Diante das revelações, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações relacionadas ao rancho. O caso estadual havia sido encerrado em 2019 após solicitação de promotores federais, mas o gabinete do procurador informou que o conteúdo dos arquivos divulgados recentemente justifica uma nova análise.
As autoridades estaduais agora buscam acesso completo aos documentos federais sem rasuras para aprofundar as apurações. O trabalho deverá contar com a colaboração de uma “comissão da verdade” criada por legisladores do estado, destinada a revisar informações e possíveis conexões relacionadas ao caso Epstein.
Histórico da propriedade

Epstein adquiriu o rancho em 1993 do ex-governador do Novo México Bruce King. A propriedade incluía uma mansão de cerca de 2.500 metros quadrados, pista de pouso privada, hangares e residências para funcionários.
Após a morte do financista, o imóvel foi vendido em 2023 ao empresário texano Don Huffines, que renomeou o local como San Rafael Ranch. Segundo autoridades, os atuais proprietários autorizaram o acesso das equipes de investigação e estão colaborando com as buscas realizadas no local.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes relacionados ao abuso sexual de menores e morreu em uma prisão em Nova York enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Mesmo após sua morte, denúncias de supostos abusos continuaram sendo apresentadas, incluindo relatos de que crimes teriam ocorrido na propriedade localizada no Novo México.
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