Os contratos futuros do petróleo registraram forte alta nas primeiras negociações após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no fim de semana.
O petróleo bruto dos Estados Unidos subiu cerca de US$ 8 por barril, uma alta de aproximadamente 12%, alcançando US$ 75 na abertura do mercado futuro na noite de domingo (1º). Já o Brent, referência internacional, também avançou mais de 12%, atingindo cerca de US$ 82 por barril, após ter fechado a pouco mais de US$ 73 na sexta-feira (27).
Em contrapartida, os mercados acionários reagiram negativamente. Os futuros do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones recuaram mais de 1%.
Entre as empresas do setor energético, os contratos futuros da ExxonMobil e da Chevron registravam alta próxima de 2%, acompanhando o avanço da commodity.
Escalada militar amplia tensão
A alta no petróleo ocorre em meio ao aumento das hostilidades no Oriente Médio. No sábado (28), ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel atingiram alvos no território iraniano. Segundo a imprensa local, pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Explosões foram registradas em Teerã e em outras cidades do país.
O governo iraniano também informou que uma escola feminina na cidade de Minab foi atingida, resultando em mortes e feridos. As informações foram divulgadas por agências estatais e não foram confirmadas de forma independente.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases norte-americanas no Oriente Médio. O governo dos EUA afirmou que não houve militares americanos feridos e classificou os danos como “mínimos”.
Autoridades israelenses indicaram que o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, estaria entre os alvos. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o complexo ligado ao líder religioso foi destruído e confirmou sua morte.
Estreito de Ormuz é fechado
Em meio à escalada, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz por razões de segurança. A rota é estratégica para o transporte global de petróleo e sua interrupção aumentou a preocupação nos mercados internacionais, contribuindo para a disparada nos preços da commodity.
Analistas avaliam que a continuidade do conflito pode manter a volatilidade elevada tanto no mercado de energia quanto nas bolsas globais nos próximos dias.
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