O governo do Irã anunciou neste sábado (28) o fechamento do Estreito de Ormuz, após ataques aéreos dos Estados Unidos e a Israel contra alvos em território iraniano. A medida interrompe a navegação em uma das rotas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e gás natural.
A decisão foi divulgada por agências internacionais e comunicada por canais ligados à Guarda Revolucionária iraniana. Embarcações estão temporariamente impedidas de atravessar a passagem marítima, que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Considerado um ponto-chave do sistema energético mundial, o Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e o próprio Irã utilizam a rota para escoar grande parte da produção.
Especialistas alertam que a interrupção pode provocar alta nos preços internacionais do petróleo e do gás natural, além de reflexos em cadeias globais de abastecimento. Analistas avaliam que não há rotas alternativas capazes de substituir totalmente o volume transportado pelo estreito.
Além do fechamento do Estreito de Ormuz, a crise ganhou novos contornos após declarações de Israel e dos Estados Unidos sobre a possível morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Autoridades israelenses afirmaram haver indícios de que ele teria sido atingido durante os bombardeios, mas o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a informação.
O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou um saldo de pelo menos 201 mortos e 747 feridos, segundo dados divulgados pela imprensa iraniana com base nas informações da rede humanitária Crescente Vermelho. As ofensivas atingiram pelo menos 24 das 31 províncias do país, com explosões ouvidas na capital Teerã e em outras cidades, e têm provocado fortes retaliações iranianas contra alvos israelenses e bases americanas na região.
Até o momento, não há confirmação de negociações formais para reabrir a rota.
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