A abertura dos trabalhos na Câmara Municipal, nesta quarta-feira (25), foi marcada por um protesto de servidores que cobram diálogo com o prefeito Igor Normando. Rayme Sousa, diretor do sindicato da assistência de saúde, afirma que as categorias estão em greve há mais de um mês sem qualquer sinalização de conversa por parte do Executivo. A mobilização denuncia o que classificam como “caos” na gestão pública da capital.
”Hoje, nós servidores da assistência, educação e saúde estamos aqui reivindicando a negociação com o prefeito. Encaminhamos diversos ofícios, estamos em greve há mais de 30 dias e nesse período o prefeito não sentou com as categorias para discutir a questão do caos que se instala na cidade.
O foco da indignação é um pacote de medidas aprovado no final de 2025 que altera estatutos e retira direitos previdenciários. Segundo o dirigente, as mudanças atingem diretamente os planos de carreira da saúde, educação e assistência social. Além disso, o funcionalismo critica o impacto do aumento do IPTU e a incorporação de gratificações que prejudicam a aposentadoria.
”Além dos projetos que foram aprovados no final do ano, que atacam todos os direitos dos servidores. O projeto que muda nosso estatuto, o projeto que incorpora todas as gratificações e retira da aposentadoria do servidor, o projeto que aumenta o IPTU da cidade, o projeto que muda o plano de carreira da assistência social, que muda o estatuto do magistério.”
Para o sindicato, o envio em massa de propostas ao Legislativo no encerramento do ano passado foi um ataque direto à estabilidade do serviço público. Rayme Sousa destaca que o volume de alterações aprovadas compromete a estrutura administrativa e o atendimento à população de Belém. A categoria vê os 16 projetos como um retrocesso para o funcionalismo municipal.
”Então são diversos, foram 16 projetos que foram encaminhados à Câmara no final do ano passado que prejudicam totalmente o serviço público na cidade.”
A manifestação no bairro do Marco também enfrentou dificuldades logísticas, com denúncias de impedimento ao carro de som do movimento. O diretor lamentou a barreira imposta nas proximidades da Câmara Municipal durante a sessão solene de abertura. Para os servidores, a restrição de acesso à “casa do povo” dificulta a expressão democrática das reivindicações.
”Nós chegamos aqui 8 horas já com o carro som, só que o nosso veículo foi impedido de chegar e se aproximar aqui da Câmara, que deveria ser a casa do povo, deveria receber o povo, mas nós fomos impedidos, infelizmente.”
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