A Justiça Eleitoral analisa uma série de contestações contra o desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí após homenagem ao presidente Lula. Entre as ações, Renato Bolsonaro, irmão do ex-mandatário, acionou o Ministério Público Federal apontando suposto desestímulo ao eleitorado conservador.
A representação sustenta que o samba-enredo utilizou elementos explícitos da campanha petista, como o número 13 e gestos característicos com as mãos. Renato afirma que a agremiação promoveu um tratamento jocoso à direita e às famílias que se identificam com esse espectro político.
Durante a apresentação, a figura do palhaço Bozo foi utilizada em carros e coreografias para fazer alusão direta a Jair Bolsonaro. Uma das alegorias chegou a exibir o personagem atrás das grades, enquanto integrantes encenavam outros ex-presidentes da República.
A crítica estendeu-se aos valores tradicionais por meio de uma ala denominada “Neoconservadores em Conserva”, que satirizava o conceito de família. Parlamentares das bancadas evangélica e católica reagiram ao conteúdo, prometendo acionar a Procuradoria-Geral da República por ofensas religiosas e morais.
O Partido Liberal também confirmou que deve ingressar com uma investigação judicial para apurar possível abuso de meios de comunicação e uso de recursos públicos. A legenda argumenta que o evento configurou propaganda eleitoral antecipada em favor do atual ocupante do Planalto.
Apesar das pressões, o Tribunal Superior Eleitoral já havia negado uma liminar que tentava impedir a realização do desfile na semana passada. O processo segue em tramitação na Corte para determinar se houve irregularidade jurídica na narrativa apresentada na avenida.
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