Feirantes denunciam violência policial em abordagem no Ver-o-Peso - Estado do Pará Online

Feirantes denunciam violência policial em abordagem no Ver-o-Peso

Confusão começou após trabalhador pedir retirada de motos de PMs estacionadas em frente à sua barraca

Vídeos que circulam nas redes sociais levantam. (Foto: reprodução) questionamentos sobre uso da força contra o feirante

Feirantes do Ver-o-Peso, em Belém, denunciaram um suposto abuso de poder por parte de policiais militares durante uma ação realizada no local. Imagens que circulam nas redes sociais mostram um feirante caído no chão enquanto um policial aparece portando uma arma de choque. Em seguida, o trabalhador é algemado por outro policial armado com arma de fogo.

De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, há a possibilidade de o feirante ter caído após receber uma descarga elétrica, mas a informação não foi oficialmente confirmada. O episódio gerou revolta entre outros feirantes, que tentaram intervir durante a abordagem, afirmando que o homem era trabalhador e conhecido na área. A tentativa, no entanto, não impediu a ação policial.

Segundo testemunhas, a confusão teria começado quando o feirante chegou para trabalhar e solicitou que policiais militares retirassem duas motocicletas que estavam estacionadas em frente à sua barraca, em local onde o estacionamento não seria permitido. Ainda conforme os relatos, os policiais interpretaram a abordagem como desacato, o que teria desencadeado a discussão e, posteriormente, a ação policial.

Uma testemunha que presenciou o ocorrido relatou: “Ele chegou para trabalhar na barraca dele e tinha duas motos de dois PMs na frente da banca. Ele pediu para tirar as motos porque ali não pode estacionar. Os policiais acharam que ele estava desacatando, virou uma discussão e ele acabou algemado.”

Feirantes denunciam uso de arma de choque em ação da PM no Ver-o-Peso. (Foto: reprodução)

Até o momento, não há informações oficiais sobre a motivação formal da ação, nem sobre a situação do feirante após a abordagem. A reportagem aguarda posicionamento da Polícia Militar do Pará e da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

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