O deputado federal democrata da Califórnia, Ted Lieu, fez graves acusações ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os arquivos de Jeffrey Epstein, nesta quinta-feira (19), durante uma audiência do House Judiciary Committee, em Washington.
O congressista garante que teve acesso a arquivos completos não-censurados, onde Trump teria sido supostamente registrado cometendo abuso sexual e ameaças de morte contra crianças. Segundo o Ted, o presidente republicano teria sido citado ‘milhares e milhares de vezes’ nos arquivos das investigações do caso de tráfico sexual e pedofilia envolvendo o bilionário Jeffrey Epstein.
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Ted Lieu ainda acusou a procuradora-geral, Pam Bondi, de mentir sob juramento ao dizer que não havia provas de envolvimento do presidente Donald Trump em crimes ligados a Epstein. Segundo ele, os republicanos da Câmara estariam tentando criar uma “cortina de fumaça” em cima do conteúdo dos documentos ao envolver o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton nas investigações.
Durante o discurso, o parlamentar também criticou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, alegando que eles teriam violado a privacidade das vítimas do caso ao não ocultar imagens explícitas nos arquivos, disponibilizando milhares delas na internet e colaborando para a exposição. Ted Lieu ainda pediu que veículos de imprensa dessem maior visibilidade para as acusações contra o presidente.
Sobre o caso:
Donald Trump consta em diferentes documentos relacionados ao empresário Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais e tráfico de menores supostamente realizados em festas promovidas em sua ilha particular, com a presença de pessoas influentes. Os registros, conhecidos como “Arquivos Epstein”, são objeto de investigações pelas autoridades norte-americanas e tiveram parte do conteúdo divulgado.
Sobre as alegações de envolvimento no esquema de Jeffrey Epstein, o presidente norte-americano foi questionado por jornalistas e afirmou, no último dia (3), que as revelações do caso não o comprometem e “está na hora de o país seguir em frente com outro assunto”. Trump ainda disse não leu os documentos, que implicam aliados seus, como Elon Musk e seu secretário de Comércio Howard Lutnick, porque “tem outras coisas a fazer”.
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