Guinchos voltaram a circular pelas ruas de Belém nesta quarta-feira (11) com o início de mais uma fase da Operação Carro Velho. Carros abandonados começam a ser retirados das ruas da capital paraense em uma iniciativa que mira veículos deixados por meses, e até anos, em vagas públicas, calçadas e esquinas.
Antes da retirada, os proprietários são notificados e recebem prazo para remover o veículo de forma voluntária. Caso não cumpram a determinação, a remoção é feita e o automóvel segue para o pátio de retenção.
A medida faz parte do programa Belém em Ordem e tenta conter problemas que vão além da estética urbana. Sucatas acumulam água, favorecem a proliferação do mosquito da dengue e podem servir de esconderijo para criminosos, segundo a fiscalização.
O titular da Segbel, Luciano de Oliveira, destacou a importância da colaboração da sociedade por meio dos canais de denúncia.
“Nossa prioridade é devolver o espaço público ao cidadão e garantir que as ruas de Belém não se tornem depósitos de sucatas. Cada veículo abandonado removido representa menos um foco para o mosquito da dengue e menos um ponto cego que poderia ser utilizado como refúgio por criminosos”, destacou o gestor.

No Conjunto Catalina, moradores relatam que a espera pela retirada já durava anos. A denúncia foi formalizada à Ouvidoria e, segundo a comunidade, o retorno foi rápido.
“Fizemos uma denúncia à Ouvidoria da Segbel e ficamos satisfeitos com a rapidez. Esses carros estão há anos abandonados e representam um perigo real; ratos e insetos peçonhentos estão aparecendo porque os veículos viraram refúgio. Além disso, tínhamos muito medo de criminosos se esconderem ali após os assaltos”, disse a moradora.

Segundo Rogério Brasil, diretor de Trânsito da Segbel, as ações estão focadas na busca por mais mobilidade, fluidez nas vias e no cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
“O abandono de veículos em via pública não é apenas uma questão estética, é uma infração que compromete a mobilidade urbana e o direito de ir e vir do cidadão. Muitas vezes, esses carros obstruem as calçadas, dificultam a visibilidade em cruzamentos e ocupam vagas de estacionamento de forma irregular por meses. Nosso papel é garantir que o espaço público seja respeitado, dando aos proprietários a chance de regularizarem a situação antes da remoção, conforme prevê a legislação vigente”, destacou o agente de trânsito.

Em 2025, 134 veículos foram removidos na capital. Já em 2026, 49 processos envolvendo abandono foram registrados até o momento, indicando ritmo intenso de fiscalização.
Denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria da Segbel pelo WhatsApp (91) 98415-4587.









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