O paraense Wesley Adriano Silva, também identificado como Adriano Silva e conhecido nas redes sociais pelo nome “Índio Boa Morte”, morreu durante a Guerra da Ucrânia. Natural de Rurópolis, no oeste do Pará, ele tinha 19 anos e atuava como combatente voluntário nas forças ucranianas. A morte foi confirmada por familiares, por meio de nota divulgada nas redes sociais, na terça-feira (10).
No comunicado, a família pediu respeito ao luto, solicitou o fim de especulações e afirmou que ainda não recebeu informações oficiais detalhadas sobre as circunstâncias do óbito.
Atuação como voluntário e informações preliminares
De acordo com informações preliminares, Adriano Silva teria morrido após ser atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, localizada no leste da Ucrânia, uma das regiões mais afetadas pelos confrontos recentes. O ataque teria ocorrido de forma indireta, sem confronto corpo a corpo, cenário comum no atual estágio do conflito, marcado pelo uso intenso de armamentos de longo alcance.
Kupiansk é considerada uma cidade estratégica na guerra e tem sido alvo frequente de bombardeios, drones e artilharia pesada, segundo relatos sobre a situação militar na região.
Perfil nas redes sociais
Nas redes sociais, Adriano se apresentava como CEO da Ares Company e utilizava o codinome “Índio Boa Morte”. Em sua biografia, fazia referências à formação militar, à área do direito e ao universo tático e de segurança, demonstrando forte identificação com a carreira armada.
Segundo a família, ele viajou para a Ucrânia em abril do ano passado “para realizar um sonho”. Parentes afirmaram ainda que Adriano “amava o que fazia, amava sua farda e era muito respeitado na sua posição”.
Posição do Itamaraty
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Kiev foi notificada pelas autoridades ucranianas sobre o status de “desaparecido em combate” do brasileiro. O Itamaraty destacou que o governo brasileiro mantém contato com a família e presta assistência consular, sem divulgar detalhes pessoais.
Segundo dados do próprio ministério, com a morte do paraense, chega a 22 o número de brasileiros mortos na guerra desde o início do conflito. O órgão também contabiliza ao menos 44 brasileiros desaparecidos em território ucraniano.
Alerta a brasileiros em zonas de conflito
Em julho de 2025, o Itamaraty voltou a alertar brasileiros sobre os riscos de deslocamento para zonas de guerra. O ministério ressaltou o aumento no número de mortes em conflitos internacionais e as dificuldades enfrentadas por voluntários estrangeiros, especialmente para deixar forças militares após o alistamento, devido a contratos que limitam a assistência consular.
Contexto da guerra
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, com uma ofensiva militar russa em larga escala. O conflito é considerado o maior enfrentamento armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, resultando em milhares de mortes, sanções internacionais e uma crise humanitária que persiste até hoje.
A família de Adriano Silva reforçou que aguarda informações oficiais e pediu responsabilidade na divulgação de conteúdos sobre o caso.
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