Uma bebê de 18 meses enfrentou graves complicações de saúde após ter assistência médica negligenciada em um centro de detenção no Texas, Estados Unidos. A defesa da família venezuelana alega que agentes federais retiveram medicamentos essenciais para tratar pneumonia e outras viroses respiratórias.
A pequena Amalia foi detida em dezembro com seus pais no Centro de Processamento de Dilley, uma unidade criticada por entidades de proteção à infância. O local, que abriga cerca de 2.400 imigrantes, já possui histórico de processos judiciais por falhas graves no fornecimento de comida e remédios.
Durante o período sob custódia, a criança apresentou sintomas severos como febre alta, vômitos e insuficiência respiratória aguda. Embora os pais tenham buscado auxílio médico oito vezes, a unidade forneceu apenas antitérmicos básicos antes de uma internação emergencial.
Após dez dias hospitalizada em San Antonio, a paciente retornou ao centro de detenção com prescrições específicas para nebulização e suplementos. Advogados afirmam que os agentes do ICE confiscaram os itens hospitalares e submeteram a família a horas de espera sem entregar as doses necessárias.
Em contrapartida, porta-vozes do governo americano e da empresa que administra o presídio negam qualquer irregularidade no tratamento prestado. Segundo os órgãos oficiais, a menor recebeu cuidados adequados em todas as etapas e os protocolos de saúde foram rigorosamente seguidos.
A família obteve a liberdade na última sexta-feira após a concessão de um habeas corpus pela justiça. O grupo, que fugiu da perseguição política na Venezuela, aguarda agora o processamento do pedido de asilo em território seguro.
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