A morte de animais com sinais neurológicos em uma localidade rural de Chaves, no arquipélago do Marajó, acendeu o alerta sanitário e colocou em movimento uma operação de defesa agropecuária que enfrentou 28 horas de deslocamento até áreas de difícil acesso.
O chamado partiu de uma produtora rural, que procurou a Unidade Local da Adepará em Breves para relatar perdas no rebanho e o aumento de ataques de morcegos. Diante do risco de Raiva Herbívora, doença que pode atingir animais e seres humanos, a resposta técnica foi imediata.
A missão foi conduzida pelo fiscal estadual agropecuário e médico veterinário Diego Moura, com apoio do auxiliar Raimundo Júnior. A equipe permaneceu dez dias em campo, executando um protocolo rigoroso de defesa sanitária na região do Cururu.
Entre as medidas adotadas estiveram a vigilância ativa do rebanho, inspeções clínicas, vacinação antirrábica dos animais, além da captura de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus. Também foram realizadas reuniões educativas com produtores sobre prevenção e manejo adequado.
“A notificação feita por uma produtora, que se deslocou de tão distante, indica que a mesma tem conhecimento e mais: reconhece a Adepará como órgão oficial de defesa sanitária animal a quem recorrer para buscar ajuda e orientações técnicas. Durante o período da missão, não foram registradas novas mortes e após a imunização imediata dos rebanhos ali presentes, espera-se que ocorra a estabilização da situação”, explicou a gerente de Defesa Animal, Fiscal e médica veterinária Samyra Albuquerque.
A atuação reforça o papel da notificação voluntária como ferramenta-chave na proteção do patrimônio pecuário. Ao comunicar casos suspeitos, o produtor contribui para evitar a disseminação da doença, viabilizar diagnósticos laboratoriais e preservar a segurança sanitária e econômica da região.
No Marajó, a articulação entre técnicos da Adepará e comunidades rurais tem sido decisiva para alcançar áreas remotas. Mesmo em territórios de difícil logística, a parceria tem garantido respostas rápidas, protegendo o rebanho e a saúde pública.
A orientação é clara: qualquer sintoma incomum ou mortalidade de animais deve ser comunicado imediatamente à unidade mais próxima da Agência.
Serviço
Notificação de doenças ou mortes de animais pode ser feita pelo sistema E-SISBRAVET.








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