A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, na manhã deste domingo (1º), um investigador de 52 anos acusado de estuprar uma mulher sob custódia do Estado. O crime teria ocorrido dentro da própria delegacia onde o servidor trabalhava, no município de Sorriso (420 km de Cuiabá).
A denúncia partiu da própria detenta, que relatou ter sido vítima de violência sexual enquanto estava presa na unidade. As investigações foram conduzidas pelo Núcleo de Atendimento à Mulher, Adolescente e Criança (Namac) de forma imediata.
Prova técnica foi decisiva
Para identificar o autor do crime, a delegada responsável, Laísa Crisóstomo de Paula Leal, solicitou que todos os policiais de plantão no dia do ocorrido fossem submetidos à coleta de material genético. O laudo pericial, concluído na última sexta-feira (30), foi considerado “conclusivo” pela corporação.
“Nesse exame, fizemos o confronto do material genético encontrado com o de todos os policiais que estavam de plantão e, infelizmente, um deles testou positivo. O DNA era compatível com o material coletado da vítima”, afirmou a delegada.
Prisão e apreensão
Com o resultado positivo do teste, a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva do servidor. O mandado foi cumprido na residência do investigador, no bairro Jardim Aurora. Durante a ação, as equipes recolheram:
- Arma de fogo e munições;
- Algemas;
- Outros pertences funcionais.
O policial foi encaminhado à unidade policial e aguarda audiência de custódia.
“Cortar o mal pela raiz”
Em nota oficial, a Polícia Civil de Mato Grosso lamentou o ocorrido, mas reforçou o compromisso com a transparência e a punição de desvios de conduta. A delegada Laísa Crisóstomo destacou que a instituição não tolerará impunidade para seus próprios membros.
“É muito triste para nós enquanto instituição, mas ninguém vai passar pano. Qualquer conduta ilegal será investigada e, constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”, declarou.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil já acompanha o caso e iniciará o processo administrativo que pode resultar na demissão do servidor. O compromisso institucional reiterado é com a dignidade das vítimas e o respeito aos direitos humanos de pessoas sob custódia do Estado.
As informações são da Coluna Mirelle Pinheiro – Portal Metrópoles
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