Um juiz federal dos Estados Unidos determinou, neste sábado (31), a libertação de um menino equatoriano de cinco anos e de seu pai, que estavam detidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). A decisão envolve o caso de Liam Conejo Ramos, preso mesmo após ter ingressado legalmente no país como requerente de asilo.
A criança e o pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro, em Minneapolis, no estado de Minnesota, enquanto o menino retornava da escola. A abordagem ocorreu durante uma operação migratória conduzida pelo ICE na região. Apesar de a detenção ter ocorrido no norte do país, os dois foram levados para o South Texas Family Residential Center, em Dilley, no Texas, a mais de 1.800 quilômetros do local da prisão.
Além de Liam, outros três estudantes do mesmo distrito escolar também foram detidos na ação. A operação fez parte de uma ampla ofensiva de fiscalização migratória ordenada pelo governo do então presidente Donald Trump, concentrada nas cidades de Minneapolis e Saint Paul, e que ocorreu em meio a confrontos que resultaram na morte de dois cidadãos norte-americanos durante ações de agentes federais.
Na decisão, o juiz distrital Fred Biery criticou a condução da política migratória, afirmando que a busca por metas diárias de deportação tem gerado consequências traumáticas, inclusive para crianças. Segundo ele, eventuais retornos ao país de origem deveriam ocorrer por meio de políticas mais organizadas e humanizadas do que as atualmente adotadas.

Métodos agressivos e denúncias
O caso ocorre em um momento de intensificação do debate público sobre a atuação do ICE. A agência, responsável por localizar, deter e deportar imigrantes no interior dos Estados Unidos, tem sido alvo de críticas após operações recentes envolvendo mortes, denúncias de abordagens agressivas, uso de mandados administrativos e impactos diretos sobre comunidades imigrantes, incluindo a separação de famílias e questionamentos sobre o respeito aos direitos individuais.
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