Xingamentos, apelidos ofensivos, ameaças e agressões físicas ainda fazem parte da rotina de muitos alunos. Somado a isso, o capacitismo, preconceito contra pessoas com deficiência, continua sendo uma prática pouco discutida, mas bastante presente nas escolas.
Para enfrentar essas situações, a Prefeitura de Belém colocou em prática o programa “Educar para Incluir”, que vai percorrer 22 escolas públicas e particulares até o mês de junho, levando orientações sobre respeito, empatia e convivência. O projeto é desenvolvido em parceria entre as secretarias municipais de Inclusão e Acessibilidade e de Educação, com foco em alunos, professores, gestores e familiares.
As primeiras atividades aconteceram na Escola Municipal Olga Benário, no bairro Águas Lindas, e no Colégio São Paulo, no Marco. Já nesta quinta-feira (29), a capacitação chegou à Escola In Integrado, em Nazaré. Cerca de 80 pessoas participaram da palestra, entre estudantes do 6º ao 9º ano, educadores e responsáveis, com uma abordagem didática sobre como reconhecer e combater práticas discriminatórias.
A secretária municipal de Inclusão e Acessibilidade, Paloma Mendes, destacou a importância de ampliar o debate. “Culturalmente, o bullying é muito mais falado na sociedade, mas o capacitismo ainda é um termo pouco conhecido. Precisamos falar sobre a discriminação contra pessoas com deficiência. Esse programa visa capacitar toda a comunidade escolar — diretores, gestores, professores, alunos e também os familiares — para combater essas duas práticas”, afirmou.
Durante as atividades, vídeos e exemplos do cotidiano ajudaram os alunos a entender quando uma brincadeira ultrapassa o limite do respeito.
O estudante Pedro Mendonça, de 13 anos, aprovou a iniciativa. “Gostei da forma divertida como ela abordou o assunto, consegui prestar atenção. Acho muito importante discutir esse tema para todo mundo entender que bullying e capacitismo são coisas erradas e que precisamos incluir todo mundo”, disse.
Para os professores, a capacitação também trouxe aprendizado. “A palestra me ajudou a compreender melhor os termos e a forma correta de me portar com alunos atípicos, além de aprender a me dirigir a eles de maneira adequada, sem usar termos pejorativos ou equivocados”, comentou o professor Joaquim Eiras.
Além das palestras, as escolas vão receber acompanhamento e um sistema de registro de casos para monitorar situações de bullying e capacitismo ao longo dos próximos meses.









Deixe um comentário