Contexto da declaração
No Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pelo CAF, banco de desenvolvimento da região, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou na terça-feira (28), ao chegar no país a situação política da Venezuela e criticou a interferência externa na região.
Segundo Lula, a solução para a Venezuela deve partir do próprio povo venezuelano, e não do Brasil ou dos Estados Unidos. “É importante que o presidente Donald Trump permita que a Venezuela cuide da sua soberania e dos interesses democráticos”, afirmou, reforçando a necessidade de paciência diante dos acontecimentos recentes.
Posicionamento sobre autoridades venezuelanas
O presidente brasileiro declarou confiança na presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e afirmou esperar que ela consiga “dar conta do recado” após assumir o país em decorrência da prisão de Nicolás Maduro em uma operação americana no dia 3 de janeiro.
Lula relatou ter conversado com Delcy Rodríguez duas vezes, destacando que ela estava preocupada com os acontecimentos recentes, e reforçou que não será o Brasil nem os Estados Unidos que resolverão a situação, mas sim o povo venezuelano.
Agenda internacional e contatos bilaterais
Essa é a primeira agenda internacional de Lula em 2026. Durante o fórum, o presidente discursa na abertura, participa de reuniões bilaterais e assina acordos com autoridades panamenhas.
O presidente manteve contatos com líderes internacionais, incluindo ligações com os presidentes Emmanuel Macron (França) e Gabriel Boric (Chile) para tratar da crise venezuelana. Já no Panamá, teve primeiro encontro com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
Lula também comentou sobre a conversa que teve com Donald Trump, afirmando que é importante que os dois chefes de Estado conversem “olho no olho” para fortalecer as relações entre Brasil e Estados Unidos.
Sobre o Fórum Econômico Internacional
O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe reúne mais de 2.500 líderes políticos, empresariais e acadêmicos para debater os rumos econômicos e sociais da região, sendo uma oportunidade para estreitar laços bilaterais e tratar de questões estratégicas entre os países participantes.
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