Manchas na pele que não doem, dormência nas mãos e nos pés e feridas que não cicatrizam foram os sinais que levaram Márcio Antônio Pereira, de 55 anos, morador da Vila da Barca, a buscar ajuda médica. Após procurar uma unidade de saúde do bairro, ele recebeu o diagnóstico de hanseníase e iniciou o tratamento gratuito pelo SUS.
“No começo eu não dei muita importância, mas as manchas aumentaram e comecei a sentir dormência nas mãos. Procurei a unidade de saúde e fui muito bem atendido. Os profissionais me orientaram, fizeram o diagnóstico e logo iniciei o tratamento”, conta.
Hoje, Márcio segue em acompanhamento e destaca o acolhimento recebido. “O tratamento está sendo muito bom, recebo os medicamentos certinhos e sou acompanhado de perto. Hoje sei que a hanseníase tem cura e que procurar ajuda foi a melhor decisão”, afirma.
“O tratamento está sendo muito bom, recebo os medicamentos certinhos e sou acompanhado de perto. Hoje sei que a hanseníase tem cura e que procurar ajuda foi a melhor decisão”, afirma.
Casos como o dele reforçam a importância das ações do Janeiro Roxo, campanha que ao longo de todo o mês intensifica o combate à doença em Belém. Atualmente, 152 pacientes estão em tratamento na rede municipal de saúde, com acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A mobilização ocorre em referência ao Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, celebrado no último domingo de janeiro, e tem como foco a informação, o enfrentamento do preconceito e o diagnóstico precoce. Segundo a diretora-geral da Sesma, Gabrielle Lobo, a rede municipal está preparada para atender a população.
“A hanseníase tem tratamento e cura, e o diagnóstico precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a transmissão. A rede municipal de saúde está preparada para acolher, diagnosticar e tratar os pacientes com cuidado, respeito e dignidade”, destacou.
Todas as UBSs de Belém funcionam como porta de entrada para o diagnóstico e início imediato do tratamento, que é totalmente gratuito. A doença é causada por uma bactéria que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos.
Entre os principais sintomas estão manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas com perda de sensibilidade, além de formigamento, fraqueza nas extremidades e feridas que não doem. Com o início da medicação, o paciente deixa de transmitir a hanseníase.
Em 2025, Belém registrou 109 novos casos da doença. Segundo a Sesma, o número está ligado ao fortalecimento da busca ativa e da vigilância em saúde. Além das ações nas unidades fixas, a campanha também avança em territórios especiais.
A UBS Fluvial realiza atendimentos em comunidades ribeirinhas, com avaliação de casos suspeitos e acompanhamento de contatos. O encerramento do Janeiro Roxo acontece no dia 30 de janeiro, na UBS do Telégrafo, com atividades educativas, exames e reforço das orientações à população. A principal mensagem da campanha é clara: informação salva vidas e o atendimento está disponível em toda a cidade.
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