O movimento voltou ao Complexo do Guamá na manhã deste sábado (24). Após três anos fechado para obras, o mercado foi reaberto e passou a receber novamente feirantes e consumidores do bairro.
O espaço é um dos principais pontos de comércio popular de Belém e atende diretamente moradores do Guamá e de áreas vizinhas. Ao todo, 192 permissionários voltam a trabalhar no local, que concentra venda de carnes, peixes, mariscos, frangos, mercearias e refeições.

Durante o período de reforma, os trabalhadores atuaram em uma feira provisória montada ao lado do complexo. A estrutura improvisada manteve as vendas, mas limitou o espaço e a circulação de clientes.
Com a reabertura, o fluxo voltou a aumentar. Caminhões passaram a estacionar novamente no entorno e compradores retornaram ao mercado, que atende uma população estimada em cerca de 100 mil pessoas.
“Meus pais me criaram aqui e eu criei meus filhos com a renda desse mercado. Comecei a trabalhar ainda muito novo e tudo o que conquistei foi com o dinheiro daqui. Hoje vejo um espaço diferente, mais organizado e com estrutura melhor para trabalhar”, disse o permissionário Valter Nere, que atua no local há mais de 30 anos.

A obra incluiu troca de piso, melhorias na parte elétrica, iluminação em LED, recuperação da cobertura e reorganização dos boxes, o que facilitou o trabalho dos vendedores e o atendimento ao público.
Para Lindomar de Paiva, permissionário há 26 anos, a mudança impactou diretamente nas vendas.
“As condições de trabalho melhoraram muito. Hoje temos mais organização e mais movimento. Isso faz diferença no fim do mês”, afirmou.

Morador do Guamá há quase seis décadas, o aposentado Denilson Teixeira acompanhou a reabertura.
“O mercado ficou mais organizado. Melhorou para quem vende e para quem compra. Já era algo esperado há muito tempo”, comentou.
Além da parte interna, o entorno do complexo recebeu ações de organização e limpeza, o que ajudou a ordenar o trânsito e o acesso de veículos na área.
Com o retorno das atividades, o Complexo do Guamá volta a concentrar o comércio diário do bairro e a rotina de centenas de famílias que dependem do mercado como principal fonte de renda.









Deixe um comentário