Imagens mostram uma caminhonete branca completamente marcada por disparos de arma de fogo (principalmente na direção do motorista) após um ataque ocorrido dentro da Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará. Apesar da quantidade de tiros no veículo, o motorista conseguiu sobreviver e fugir pela mata até pedir ajuda em uma aldeia próxima.
No vídeo, é possível ver a caminhonete com diversos impactos de bala por toda a lataria e vidros, destacando a violência da emboscada sofrida na tarde dessa quarta-feira (21). O caso reforça o clima de tensão que persiste na região, onde conflitos por terras têm sido constantes.
Imagens mostram uma caminhonete branca completamente marcada por disparos de arma de fogo (principalmente na direção do motorista) após um ataque ocorrido dentro da Terra Indígena Apyterewa, no sul do Pará. pic.twitter.com/jbX4Bua1pt
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) January 22, 2026
O ataque ocorreu quando o motorista da associação indígena deixava famílias em uma comunidade local. Moradores relataram ter recebido ameaças de um possível ataque dias antes.
Este não é o primeiro episódio de violência registrado recentemente na Terra Indígena Apyterewa. Em dezembro de 2025, um colaborador contratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), identificado como Marcos Antônio Pereira da Cruz, foi morto a tiros durante uma operação federal de retirada de invasores e gado ilegal na mesma terra indígena.
A ação fazia parte de uma determinação do Supremo Tribunal Federal para desintrusão da área, mas sofreu resistência, e a vítima foi atingida durante uma emboscada enquanto equipes cumpriam a decisão judicial. Ele chegou a ser levado de helicóptero para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A Terra Indígena Apyterewa, tradicionalmente ocupada pelo povo Parakanã, tem sido uma das áreas mais conflituosas da Amazônia, com invasões e confrontos associados à pecuária e ao desmatamento. Mesmo após ações integradas do governo federal para retirada de ocupantes não indígenas e animais criados ilegalmente na região, a violência e os ataques continuam a ameaçar a segurança de quem vive e atua no território.
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