O ano de 2025 consolidou-se como o terceiro mais quente da história, conforme dados divulgados pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo. Com uma média de 14,97°C, o período ficou apenas 0,01°C abaixo dos índices registrados em 2023.
Pela primeira vez na história, o planeta enfrentou um triênio consecutivo com temperaturas 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Essa marca representa o limite crítico estabelecido pelo Acordo de Paris para evitar danos ambientais irreversíveis em escala global.
Especialistas do serviço Copernicus alertam que a recorrência desses índices extremos aproxima a humanidade de um cenário de desequilíbrio permanente. O aumento persistente do calor potencializa fenômenos severos, como tempestades intensas e ondas de calor prolongadas que afetam diretamente a economia regional.
A redução drástica na emissão de gases poluentes é apontada pelos cientistas como a única ferramenta eficaz para conter o avanço do termômetro. O consenso científico reforça que a queima de combustíveis fósseis permanece como o principal motor do aquecimento atmosférico atual.
Apesar das evidências técnicas, o cenário político internacional apresenta retrocessos significativos no combate às mudanças climáticas. Decisões recentes de grandes potências mundiais resultaram na saída de órgãos ambientais importantes, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
Essa resistência política gera incertezas sobre a eficácia de acordos globais e enfraquece políticas de preservação em diversos blocos econômicos. O desafio agora reside em manter as metas de sustentabilidade diante de um contexto de crescente pressão climática e instabilidade diplomática.
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