Enquanto a orla do Portal da Amazônia recebe mais uma edição da Domingueira, evento promovido pela Prefeitura de Belém com programação especial em comemoração aos 410 anos da cidade, parte dos trabalhadores que atuam no local afirma estar sendo prejudicada pela organização da festa.
Vendedores ambulantes que trabalham de forma fixa na área relataram que enfrentaram dificuldades para atuar durante o evento. Segundo eles, alguns chegaram a ser impedidos de entrar no espaço, mesmo possuindo autorização da própria prefeitura para trabalhar na orla. Além disso, as barracas dos trabalhadores teriam sido isoladas com grades de proteção, o que, segundo os relatos, dificultou o acesso do público e desestimulou as vendas.
Enquanto a orla do Portal da Amazônia recebe mais uma edição da Domingueira, evento promovido pela Prefeitura de Belém com programação especial em comemoração aos 410 anos da cidade, parte dos trabalhadores que atuam no local afirma estar sendo prejudicada pela organização. pic.twitter.com/jPm0CBWJeo
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) January 11, 2026
De acordo com os ambulantes, o problema é ainda mais sensível porque muitos atuam no Portal da Amazônia de domingo a domingo, tirando dali o sustento da família. Para eles, a realização de um evento público no espaço deveria fortalecer e não enfraquecer —quem já trabalha no local.
Uma das trabalhadoras desabafou sobre a situação e criticou a forma como o evento foi organizado. “A gente não tá sendo beneficiado em nada. Tem gente aqui que trabalha há anos vendendo bebida e comida, e agora colocaram grades, afastaram eles. Enquanto isso, montaram bares próprios do evento perto do palco para vender bebida e comida. Como o público vai comprar da gente desse jeito?”, questionou.
Ainda segundo a vendedora, os ambulantes se sentem injustiçados por verem empresas terceirizadas lucrando dentro de um evento público, enquanto trabalhadores locais são deixados de lado.“É um evento da prefeitura, no aniversário da cidade, mas quem trabalha aqui todos os dias ficou prejudicado. A gente se sente excluído dentro do próprio espaço onde sempre trabalhou”, disse.
Até o momento, a Prefeitura de Belém não se manifestou oficialmente sobre as denúncias dos vendedores. A reportagem segue aberta para posicionamento da gestão municipal.
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