O Governo do Pará estabeleceu luto oficial de três dias em virtude do falecimento da Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, ocorrido no último sábado. A religiosa era uma figura central na proteção de menores e referência na luta contra a exploração humana em território paraense.
A trágica morte foi confirmada após um acidente automobilístico na rodovia BR-230, localizada no estado da Paraíba. O veículo em que a missionária viajava capotou nas proximidades do distrito de Galante, durante o trajeto entre Campina Grande e João Pessoa.
O governador Helder Barbalho utilizou suas redes sociais para manifestar pesar e solidariedade aos familiares e amigos da ativista. Em sua nota, o chefe do Executivo estadual destacou o legado deixado pela religiosa na defesa intransigente dos direitos das populações vulneráveis.
Como presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, Henriqueta dedicou décadas ao combate sistemático ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo. Sua atuação era reconhecida internacionalmente, com foco especial em redes de proteção para as comunidades do arquipélago do Marajó.
O trabalho da missionária abrangia também o enfrentamento à violência contra mulheres, idosos e diversas formas de discriminação social. Através de palestras e organização comunitária, ela consolidou uma trajetória de renúncia pessoal em favor da justiça e da assistência aos necessitados.
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