A exoneração de Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União publicada na sexta-feira (9). Com a saída do ministro, o secretário-executivo da pasta, Manoel Carlos de Almeida Neto, foi nomeado para exercer o cargo de forma interina, até que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defina o novo titular.
Entre os nomes mais cotados para assumir o ministério está o jurista Wellington César Lima e Silva, que tem boa interlocução com o presidente e com integrantes da ala baiana do governo, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Wellington já comandou a pasta em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Na atual gestão, Lula 3, Wellington César ocupava o cargo de secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, função considerada estratégica no Palácio do Planalto e que mantém contato direto com o presidente da República.
Outro nome citado nos bastidores é o do ministro da Educação, Camilo Santana. Considerado um dos principais quadros do PT e pessoa de confiança de Lula, Camilo esteve com o presidente nesta quinta-feira (8). O conteúdo da reunião, no entanto, não foi divulgado oficialmente.
Ricardo Lewandowski entregou a carta de demissão ao presidente Lula na quinta-feira (8), antes de participar da cerimônia em memória dos atos de 8 de janeiro. No documento, o agora ex-ministro afirmou que exerceu o cargo com “zelo e dignidade” e justificou a decisão como motivada por razões de “caráter pessoal e familiar”.
Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, após se aposentar do cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa agora é pela definição do novo nome que comandará uma das pastas mais estratégicas do governo federal.
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