O senador Bernie Sanders, do Partido Democrata, afirmou que o presidente Donald Trump agiu fora da Constituição dos Estados Unidos ao autorizar uma ação militar contra a Venezuela, realizada na sexta-feira (03), sem autorização prévia do Congresso norte-americano. O pronunciamento ocorreu após a confirmação do ataque, que elevou a tensão diplomática entre os dois países.
A ofensiva foi apresentada pelo governo dos Estados Unidos como resposta a supostas ameaças à segurança nacional e a ações atribuídas ao governo venezuelano consideradas hostis aos interesses norte-americanos. A operação, no entanto, não foi submetida ao Legislativo, o que motivou reação imediata de parlamentares críticos à condução da política externa.
Questionamento constitucional
Ao comentar o episódio, Sanders afirmou que a Constituição dos Estados Unidos é clara ao atribuir ao Congresso a prerrogativa de autorizar ações militares. “O presidente não tem o direito de lançar ataques militares sem a aprovação do Congresso”, declarou o senador, ao classificar a decisão como inconstitucional.
Segundo o parlamentar, iniciativas dessa natureza comprometem o equilíbrio entre os Poderes e reduzem o papel fiscalizador do Legislativo sobre decisões relacionadas ao uso da força e à política externa do país.
Apelo por limites e diplomacia
Sanders também defendeu que o Congresso atue para impor limites formais às ações do Executivo. “Precisamos de diplomacia, não de mais guerra”, afirmou, ao alertar para os riscos de escalada do conflito e para os impactos sobre a população civil e a estabilidade regional.
As declarações expõem a divisão interna nos Estados Unidos sobre a condução da política externa em relação à Venezuela, com parlamentares cobrando respeito aos ritos constitucionais, maior transparência nas decisões e protagonismo do Congresso em ações militares.













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