Um vídeo publicado na noite deste sábado (3) em um perfil oficial da Casa Branca na rede social X mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caminhando algemado dentro da sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), em Nova York. A publicação faz alusão ao termo “perp walk”, expressão usada nos Estados Unidos para descrever a apresentação pública de suspeitos ou acusados às autoridades, geralmente diante de câmeras e fotógrafos.
As imagens foram divulgadas horas depois de uma ofensiva militar autorizada pelo presidente Donald Trump em Caracas, que culminou na captura de Maduro e de sua esposa durante a madrugada. O casal foi retirado da Venezuela e levado aos Estados Unidos, onde o líder venezuelano passou por procedimentos formais de identificação antes de ser encaminhado a um centro de detenção, onde deveria permanecer durante a noite.
Presidente venezuelano aparece sob custódia da DEA; Trump afirma que Washington comandará transição política e controle do petróleo. pic.twitter.com/tB9gzuIU9j
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) January 4, 2026
Em pronunciamento após a operação, Trump afirmou que os Estados Unidos assumirão o comando da Venezuela durante o processo de transição política e que também passarão a administrar o petróleo do país. O presidente americano voltou a acusar Nicolás Maduro de liderar um cartel de narcotráfico na região, justificando a ação como parte do combate ao crime organizado internacional.
A operação encerra meses de especulações sobre uma possível intervenção dos EUA. Nas últimas semanas, forças americanas intensificaram manobras marítimas próximas à costa venezuelana, enquanto a ofensiva deste sábado atingiu diferentes pontos estratégicos de Caracas. De acordo com informações divulgadas por autoridades americanas, Maduro e a esposa foram transportados para Nova York a bordo de um navio de guerra dos Estados Unidos.
A pressão sobre o governo venezuelano aumentou significativamente em agosto, quando a administração Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Na ocasião, o reforço militar no Mar do Caribe foi oficialmente apresentado como parte de ações contra o narcotráfico. Com o avanço das operações, no entanto, integrantes do governo americano passaram a admitir, sob condição de anonimato, que o objetivo final era retirar Maduro do poder.
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