Casarões históricos demolidos em Belém foram destombados por decreto da gestão de Edmilson Rodrigues - Estado do Pará Online

Casarões históricos demolidos em Belém foram destombados por decreto da gestão de Edmilson Rodrigues

Ato publicado em 2023 retirou o tombamento do imóvel, que foi demolido sem alvará

Fotos: Reprodução e Thiago Gomes (O Liberal)

A demolição de um imóvel no bairro do Umarizal, em Belém, que gerou multa à empresa responsável por ausência de alvará, ocorreu após o prédio ter sido oficialmente destombado por decreto municipal assinado durante a gestão do então prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL).

O Decreto nº 109.034-PMB, publicado em 27 de dezembro de 2023, homologou a Resolução nº 001/2023 do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural de Belém (CMPPCB), que aprovou o destombamento de um conjunto de bens imóveis localizados na Avenida Senador Lemos, sob os números 465, 467, 483 e 493, incluindo o imóvel demolido.

De acordo com o decreto, o destombamento foi fundamentado em pareceres técnicos do CMPPCB, em processos administrativos e em ação judicial em trâmite na Justiça do Estado do Pará. A norma também revogou o Decreto Municipal nº 87.733-PMB, de 16 de fevereiro de 2017, que havia garantido a proteção patrimonial anterior do conjunto arquitetônico.

Apesar do destombamento, a Prefeitura de Belém informou que a demolição ocorreu de forma irregular, uma vez que a empresa responsável não possuía alvará de demolição, documento exigido pela legislação urbanística municipal. Por esse motivo, a atual gestão anunciou a aplicação de multa e demais providências administrativas cabíveis.

O decreto assinado em 2023 também retirou a área de entorno de proteção do bem anteriormente tombado, detalhando a poligonal que abrangia ruas e avenidas da região do Umarizal, conforme mapa descritivo anexo à resolução do conselho.

Ainda segundo a Prefeitura, o destombamento de um imóvel não elimina a obrigação de cumprir as normas urbanísticas, incluindo a obtenção de licenças e autorizações prévias para demolição.

O portal Estado do Pará Online (EPOL) solicitou esclarecimentos à gestão anterior e ainda aguarda um retorno.

Leia também: