Mourão diz que Bolsonaro 'pode morrer de um dia para o outro' - Estado do Pará Online

Mourão diz que Bolsonaro ‘pode morrer de um dia para o outro’

Ex-vice-presidente afirma que quadro médico de Bolsonaro e de Augusto Heleno justifica pedido de prisão domiciliar humanitária.

O senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta uma situação de saúde delicada e vive sob risco constante. Em entrevista à coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, Mourão declarou que Bolsonaro “anda no fio da navalha” e que sua condição pode se agravar de forma repentina, ao comentar também o estado clínico do general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Segundo Mourão, Heleno apresenta problemas de saúde compatíveis com a idade e com o histórico de décadas de vida militar. O senador destacou que essas informações foram levadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como parte dos pedidos de prisão domiciliar por razões humanitárias. “Bolsonaro é outro que, qualquer coisa… anda no fio da navalha, pode morrer de um dia para o outro”, afirmou Mourão, em entrevista publicada no domingo (14).

O parlamentar avaliou que os problemas físicos enfrentados por ambos são graves e reforçam a necessidade de cumprimento da pena em regime domiciliar. Bolsonaro cumpre pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e foi recentemente diagnosticado com duas hérnias inguinais. De acordo com a defesa, a equipe médica indicou a cirurgia como único tratamento definitivo para o quadro, que pode provocar dores intensas e limitações físicas.

Além das hérnias, os advogados do ex-presidente informaram ao STF que Bolsonaro sofre com crises de soluços e outros sintomas que prejudicam a alimentação, o sono e a respiração. Com base nesse conjunto de fatores, a defesa solicitou autorização judicial para a realização do procedimento cirúrgico e para o retorno à prisão domiciliar humanitária, alegando fragilidade no estado de saúde.

Diante do pedido, o ministro Alexandre de Moraes determinou a realização de uma perícia médica oficial pela Polícia Federal para avaliar a real necessidade e a urgência da intervenção cirúrgica. O magistrado observou que os exames apresentados inicialmente pela defesa não eram recentes, o que motivou a decisão por uma avaliação técnica atualizada.

No caso do general Augusto Heleno, de 78 anos, a situação também segue sob análise médica oficial. A defesa solicitou sigilo sobre o diagnóstico de Alzheimer e pediu que o laudo permanecesse restrito aos autos. Moraes determinou que Heleno passasse por perícia médica, conduzida pela Polícia Federal na sexta-feira (12), para verificar suas condições clínicas e embasar uma eventual decisão sobre a concessão de prisão domiciliar por motivos humanitários.

Leia também: