A ordem de soltura para Daniel Vorcaro e quatro executivos ligados ao Banco Master saiu antes mesmo de o fim de semana começar movimentado no setor financeiro. A decisão é da desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF1, que optou por substituir a prisão preventiva por medidas cautelares mais rígidas.
Além de Vorcaro, foram beneficiados Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos deverão utilizar tornozeleira eletrônica, estão impedidos de atuar em qualquer atividade ligada ao mercado financeiro e não podem deixar o país. Também fica vedado o contato com outros investigados.
A decisão derruba a prisão decretada após a Operação Compliance Zero, que mira supostas fraudes na concessão de créditos pelo Banco Master. As apurações da Polícia Federal apontam que os desvios podem alcançar R$ 17 bilhões, incluindo a tentativa de venda do banco ao BRB, instituição pública do Distrito Federal.
O caso ganhou mais repercussão após a detenção de Vorcaro no dia 17, em Guarulhos, quando ele se preparava para embarcar em um jatinho particular. Desde então, o banqueiro estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. Seus advogados rebatem a versão da PF e afirmam que o cliente “nunca tentou fugir do país” e que sempre esteve disponível para colaborar com a investigação.
No Distrito Federal, a repercussão chegou ao Banco de Brasília (BRB), que anunciou a contratação de uma auditoria externa para revisar procedimentos internos. A instituição afirmou ainda que realizará apurações sobre eventuais falhas de governança ou controles.













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