Jader Barbalho é alvo de críticas após bancada do Pará votar contra veto ambiental - Estado do Pará Online

Jader Barbalho é alvo de críticas após bancada do Pará votar contra veto ambiental

Vídeo aponta contradição entre discurso de defesa da Amazônia e apoio à flexibilização do licenciamento

Reprodução/Redes Sociais

No domingo (27), o repórter investigativo Adriano Wilkson publicou um vídeo nas redes sociais criticando o voto do senador Jader Barbalho (MDB) e de parte da bancada federal do Pará na derrubada dos vetos do presidente Lula ao novo marco do licenciamento ambiental. A crítica ocorreu dias após discursos públicos sobre preservação durante a COP30 realizada em Belém.

Repercussão após a votação

No vídeo, Wilkson relaciona o voto favorável à flexibilização ao histórico político de Barbalho e às propriedades rurais atribuídas à família. Ele afirma que a decisão legislativa favorece interesses do agronegócio e pode estimular novos ciclos de desmatamento. Segundo o repórter, movimentos sociais estão convocando atos públicos em reação à votação, domingo (30), às 8h30 na Escadinha da Estação das Docas.

A gravação viralizou e reacendeu debate sobre coerência entre atuação legislativa e compromissos ambientais assumidos durante eventos internacionais.

Como votou o Pará

Votaram pela derrubada dos vetos:

  • Antônio Doido (MDB)
  • Henderson Pinto (MDB)
  • Keniston Braga (MDB)
  • Olival Marques (MDB)
  • Renilce Nicodemos (MDB)
  • Jader Barbalho (MDB)
  • Delegado Éder Mauro (PL)
  • Delegado Caveira (PL)
  • Joaquim Passarinho (PL)
  • Júnior Ferrari (PSD)
  • Raimundo Santos (PSD)
  • Zequinha Marinho (PODEMOS)

Votaram pela manutenção dos vetos Airton Faleiro (PT), Dilvanda Faro (PT) e Elcione Barbalho (MDB), divergindo do voto familiar.

Movimento nacional do agronegócio

A votação integrou uma articulação nacional ligada ao agronegócio. A pauta foi colocada em votação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após tensões políticas envolvendo a indicação de nomes para o Supremo Tribunal Federal. Especialistas classificaram a decisão como o maior retrocesso ambiental desde os anos 1980.

Contraste com discursos ambientais

A reação ganhou amplitude porque o Pará sediou a COP30 e recebeu compromissos internacionais voltados à preservação da Amazônia. Durante o evento, lideranças locais defenderam medidas sustentáveis e transição econômica. A votação posterior expôs contraste entre discurso público e práticas legislativas, especialmente entre parlamentares com vínculos diretos ao setor rural.

Leia também: