Uma comitiva de quatro senadores aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro visitou, na última segunda-feira (17), o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para avaliar as condições do local diante da condenação do ex-mandatário pelo Supremo Tribunal Federal, que condenou o ex-presidente à pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma organização criminosa ligada à tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022.
Repentinamente interessados na Comissão de Direitos Humanos do Senado, os parlamentares relataram preocupações com o atendimento médico, a situação de presos idosos e a alimentação oferecida no complexo. Apesar do esforço em vistoriar o presídio, afirmaram que não tiveram acesso às celas onde Bolsonaro poderia cumprir pena e que aguardam decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido para entrar nesses espaços.
Damares Alves, que preside a comissão, disse que a visita foi motivada por dúvidas sobre o tempo de resposta em caso de emergência médica e pela constatação de “cenas muito tristes” envolvendo detentos doentes. Ela também questionou a administração da Papuda sobre o tempo necessário para que Bolsonaro recebesse atendimento em caso de agravamento de seu estado de saúde. Os senadores planejam elaborar um relatório com as observações registradas.
Enquanto a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal classificou a ida dos parlamentares como visita institucional, os integrantes da comitiva insistem que Bolsonaro não cometeu crime e que estaria sendo alvo de perseguição política. A defesa também sustenta que, por ser militar da reserva, ele deveria cumprir prisão domiciliar. Até o momento, o STF não definiu onde e quando o ex-presidente começará a cumprir a pena.
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